Charme Chulo e a parabólica dos “jecas” (blog Orelhada/jornal A Notícia)

Em meados da década passada, o Charme Chulo atraiu olhares pela incomum fusão de sotaque caipira com um rock de genética britânica, especialmente Smiths. Era o campo indo para a cidade, ou vice-versa. Os “jecas” curitibanos, porém, se acostumaram com a urbanidade e expressam isso em Crucificados pelo Sistema Bruno (download gratuito no site charmechulo.com.br), seu terceiro disco. Ele é duplo, jeito encontrado de para dar conta de tudo o que a banda absorveu nos últimos anos e vai muito além do tal “rock caipira”. A viola continua lá, acelerando e pisando no freio, dividindo espaço com punk (Com o Diabo no Corpo), indie dance (Bruta Alegria), bolero (Eita!) e o que pode ser uma marchinha germânica (Dia de Matar Porco). Munido desse humor algo autodepreciativo, o quarteto filtra o que chega a sua parabólica e pariu um caleidoscópio sonoro com alma interiorana.

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